Resgate do Mar

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Caí e nesse mar eu desisti de lutar contra as ondas e me deixei levar, perdi as forças e afoguei.

Enquanto descia nas profundezas, não via luz alguma, nem som, não tinha mais o porque agir, minhas forças se esvaíram e o único movimento que fazia era o de afundar cada vez mais.

Quanto mais submerge, mais fria a água, mais pálida a alma que deveras tenha dentro de si. Meus olhos não se mexem, nem se fecham, é como se visse novamente as lembranças uma a uma em sua frente, mas isso é só ilusão de uma mente bagunçada e cansada de pensar.

No meio disso tudo uma ponta do desejo de saber que é preciso lutar se mostra mais uma vez, mas ainda que eu me lembre, as forças me faltam. É ai então que os bravos do eterno me puxam e a medida que subo, os sentimentos ficam nesse mar e fico então mais leve para subir.

Num ato um tanto quanto involuntário e destemido um puxar de ar me faz sentir meus pulmões, traz a sanidade a minha mente e pureza na visão.

Agora preciso nadar até terra firme e lá dar um passo de cada vez para chegar ao alvo final.

Acácio Rodrigues

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