Marcas da Alma

Eis – que um bebê nasceu. Lindo e formoso, com sua pele lisa, seus olhos quase nem abertos, sua boca suave, suas mãos tão pequeninas, seu corpo tão frágil, protegido e acariciado pelos braços de amor de sua mãe, a quem lhe carregou por 9 meses em seu ventre. Qual alegria trouxe seu cheiro e sua doçura, sua inocência encantava cada um que lhe via. Vistes muitos risos, olhares de alegria e muitos mimos. Cada um queria lhe pagar no colo e sentir o dom da vida.

Cresceste com vigor, com seus olhos grandes podia enxergar o mundo que nem ao menos tinha a dimensão de quão grande era. Seu tato podia sentir coisas muito novas, que lhe dava a sensação de conquista, de evolução, de crescimento e mesmo assim era tão dependente de sua mãe, de seu pai, que lhe jogava para alto, lhe tirava o sorriso mais lindo do mundo. Quando se cansava chorava e logo estava em seu ninho materno, dormindo tão calmamente, sem medo do amanhã…

Aos poucos foi adquirindo habilidades natas, algo que só você tinha um dom. Gostava tanto disso, isso te fazia sentir alguém importante, alguém real, alguém notório. E assim venho a sua identidade, descobertas, maturidade e aos poucos se afastando de seus pais, não era muito legal chegar de mãos dadas com a mãe na escola lembra? Queria ser como os outros, que andavam sozinhos e que escondidos corriam para os braços dos pais.

Logo descobriu coisas que nunca lhe ensinaram você apenas foi apresentado a essas sensações, ações, atitudes, enfim… Coisas que talvez não conseguisse entender, mas sentia e não sabia onde. Andou com suas próprias pernas, agiu pela suas vontades, fez para impressionar pessoas tolas, beijou muitas bocas, acariciou vários corpos por apenas prazer rápido, insistiu naquilo que queria e nem ao menos pensou se seria bom ou ruim, agiu por querer e não por pensar.

Se olha e vê m si mesmo marcar, muitas marcas. Marcas estas que sangram e não estacam marcas que mesmo subornado a cura não se deixa de latejar a dor de agir por si próprio. Marcas tão profundas que lhe atravessam a alma, ferida, machucada, podre. Se vê sem saída, confuso, sem saber aonde ir, o que fazer, pra onde ir, aonde chegar.

Caindo ao chão, sentindo apenas o gelo da solidão, o respirar da morte e gosto do pó da terra, lhe parece tão amargo. Depara-se com sua essência, o pó.

Mas sua mão o levanta e nelas tem marcas, marcas que nunca vão passar, pois são marcas eternas da prova do amor de um nazareno pela humanidade, marcas tão profundas e que conseguem te tocar, algo tão tangível como você. Delas sai à cura, o amor, o calor, a salvação de quem lhe teve em seus braços desde sempre e que suas marcas, mesmo as mais profundas vão se tornando corpo, assim como de um bebê, uma pele lisa, sem ao menos um rastro de dor, de sangue.

Teu sangue lhe purifica, te torna nova criatura, te torna um ser, um alguém, que se assenta ao lado dele para cear sua magnífica misericórdia e seu eterno amor.

Essas marcas que estão na sua alma precisam ser curadas, precisa ser estancada a dor calada dentro de ti. Peça a quem pode te ajudar, só Ele é quem pode arrancar com suas próprias mãos o que lhe causa dor e pratos. Cure essas marcas, tenha uma alma sarada.

Acácio Rodrigues

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s